Política

Folha de Pernambuco


Imposto zero, pressão total

O projeto do imposto zero para os produtos da cesta básica ainda repousa na mesa da presidente Dilma Rousseff e, enquanto isso, o PSDB, junto com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), fazem pressão para que seja sancionado. Mas do outro lado da corda deste cabo de guerra está a equipe econômica do Governo, que é contrária à redução dos impostos. Os bambambans do Ministério da Fazenda reconhecem que, se Dilma vetar, haverá um tremendo desgaste, porém eles põem em primeiro lugar a garantia de um bom superavit. O líder do PSDB na Câmara Federal, Bruno Araújo, comanda uma campanha nacional em favor da emenda apresentada justamente pela bancada tucana, e tem entre os argumentos o cálculo feito pela Fiesp. Segundo a federação, havendo imposto zero na cesta básica, os consumidores terão dinheiro sobrando para comprar outros produtos e, com isso, serão gerados 400 mil empregos no País. Além do lado econômico, também há o fator político-eleitoral. O veto ou a sanção do projeto acontecerá no meio das eleições municipais. Se for vetado, a oposição irá explorar ao máximo, lembrando que a proposta foi aprovada, por unanimidade, no Congresso Nacional do PT, partido de Dilma e dos economistas do Governo.

NOMES - O deputado Fernando Ferro não dá muita trela à tentativa do seu partido em querer proibir o uso de Dilma Rousseff e Lula nos jingles de candidatos concorrentes do PT. Segundo ele, um postulante petista tem mais afinidade com os dois principais líderes da sigla e, por isso, teriam a preferência, mas avalia que isso é uma coisa menor. Ferro considera que o debate sobre a cidade é que deve prevalecer na campanha.

Trabalho dobrado
Pelo número de indeferimentos de candidaturas, na primeira instância, a previsão é que o TRE terá muito trabalho pela frente, com a chegada dos recursos. Pesa o fato de a Lei do Ficha Limpa passar a valer este ano. Resultado: muitos prefeitos, ex-prefeitos e presidentes de câmaras municipais, que não andaram na linha, ficarão fora da disputa.

Erraram na estratégia
A CPI do Cachoeira foi retomada, mas um de seus integrantes, o deputado federal Silvio Costa (PTB), admite que houve um erro estratégico: convocar logo o contraventor Carlinhos Cachoeira. Como ele ficou calado, deu motivo para os demais envolvidos não falarem nada ou só o mínimo.

O grande dia
A bancada de oposição na Câmara Federal presenciou a abertura do julgamento do mensalão, e agora está só no aguardo de um dia especial: quando o relator do processo, Joaquim Barbosa, lerá seu parecer. A intenção dos deputados é de comparecerem em peso para testemunhar as acusações contra os petistas.

Paulista
O deputado Ramos (PMN) estreará a série de entrevistas dos candidatos a prefeito de Paulista, amanhã, na Rádio Folha FM 96,7. Na terça, será Nena Cabral (PRTB); seguido de Júnior Matuto (PSB), na quarta, e Sérgio Leite (PT) encerrará a sequência, quinta. As entrevistas serão das 11h às 11h55, no programa Folha Política.

Curtas

NÃO DEU - Corre à boca miúda, em Caruaru, que o vice-governador João Lyra Neto (PDT) fez uma reunião com representantes de vários partidos para conspirar contra o prefeito José Queiroz (PDT). Mas não teve tanta adesão.

PESO - Candidato a vereador, Marco Aurélio Medeiros (PTC) iria inaugurar o comitê, no Cabanga, hoje, mas adiou para amanhã por conta de um pedido peso-pesado. O ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) quer ir.

CUSTO - Defensor de eleição única a cada cinco anos para todos os níveis, o deputado Guilherme Uchoa (PDT) dá como exemplo o orçamento do TRE previsto para o pleito deste ano: mais de R$ 11 milhões. “Daria para duas UPAs”, diz.

 

LIVRES - O deputado Inocêncio Oliveira (PR) não crê na prisão dos réus do mensalão. E tem lá suas razões, porque boa parte das acusações é de crimes que prescreveram: formação de quadrilha, corrupção ativa, passiva, peculato, evasão de divisas.


  • BLOG DA FOLHA

Cartello