Planeta

Número de mortos do naufrágio sobe para 11

18/01/2012 00:31 -

Gregorio Borgia/AP/AE
EQUIPES de resgate usaram explosivos em casco ontem
(Foto: Gregorio Borgia/AP/AE)

ROMA (EFE e Folhapress) - O número de mortos do naufrágio do Costa Concordia aumentou para 11, enquanto outras 24 pessoas seguem desaparecidas. Os mergulhadores dos serviços de resgate italianos localizaram, ontem, outros cinco corpos nos restos da embarcação - uma mulher e quatro homens, de idades entre 50 e 60 anos - que, com os coletes salva-vidas postos, encontravam-se na popa do navio submerso nas águas do mar Tirreno. Antes da descoberta dos cinco corpos, 29 pessoas estavam desaparecidas. Autoridades disseram que dentre os desaparecidos estavam 14 alemães, seis italianos, quatro franceses, dois norte-americanos, um húngaro, um indiano e um peruano.

Essas cinco vítimas se so­mam às seis encontradas nos últimos dias, entre elas o turista espanhol Guillermo Gual e o peruano Tomas Alberto Costilla Mendoza, membro da tripulação. Por enquanto, 29 pessoas que viajavam a bordo do cruzeiro continuam desaparecidas, entre elas a também peruana Erika Soria, de 26 anos, que trabalhava como camareira no Costa Concordia.

Os serviços de resgate, que na última segunda-feira já tiveram de interromper o trabalho durante horas pelo movimento do navio, apressam-se em agilizar as tarefas, mediante o uso de cargas explosivas para adentrar na carcaça da embarcação, diante das previsões de mau tempo e maré alta para hoje. As buscas por sobreviventes foram estabelecidas como prioritárias pelas autoridades italianas.

Para entrar no Costa Concordia, mergulhadores da Marinha fizeram quatro explosões controladas para abrir buracos no casco do navio de luxo, de 1,2 metro cada um. O mergulhador da Marinha italiana, Antonino Ruggero, explicou que o objetivo foi “criar passagens em pontos onde, baseado em nossos cálculos, se poderia mais facilmente encontrar pessoas e por onde os mergulhadores poderiam sair rapidamente, caso o navio se mova”.

A segunda prioridade estabelecida pelas autoridades é garantir a retirada segura dos 500 mil galões de combustível do navio, uma vez que ele naufragou num santuário de golfinhos e baleias. O ministro do Ambiente italiano, Corrado Cini, deu à empresa Costa Cru­zeiros, dona do navio, 48 horas para apresentar um plano para a retirada. A firma holandesa de salvamento de navios Smit, a cargo da operação, calculou em entre duas e quatro semanas o prazo para conclui-la; antes, será necessário fazer uma vistoria da embarcação.
 



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