Cultura

Folha de Pernambuco


Alex

Alex na Folha

Aos domingos e terças-feiras, o jornalista Alex traz suas crônicas literárias e faz um passeio pelas artes e pela sociedade pernambucana.

Jornal e a Verdade

Existe um discreto conforto. Antes de mais nada, a certeza de que podemos viver o nosso destino. E não direi, como tantos outros, que a vida passou diluída entre os dedos das mãos, inútil, e ninguém percebeu. Em vários momentos contribui um pouco da emoção e falei sobre os fatos expressivos da vida sobre o velho tema do amor, do mistério dos sonhos e da incontornável realidade de certos fatos e desencantos. E quem não os tem? Não foi com amargura ou auto piedade, mas como um meio para entende ou disciplinar o fato de existir. Um simples colunista pode ser substituído pelo redator auxiliar sem que ninguém perceba. As palavras são sempre as mesmas para os comentários, aqueles sérios e outros banais, as simples notícias. Não é o cotidiano ou a história de uma vida, mas a rotina pródiga de todos os dias. Nas anotações do cotidiano, que já escrevi, tive a oportunidade de esquecer o profissionalismo como redator e prisioneiro de uma coluna diária cujo espaço tem de ser preenchido com os "faits divers", o dia a dia de uma cidade. Sempre me dediquei como profissional da Imprensa que exige a verdade. Entreguei-me por completo como profissional da Imprensa que pensa e escreve, ou que se dedica e surpreende. Também se comove, irrita ou decepciona. Um jornal é um dia da vida de cada um de nós. Talvez venha a pensar diferente, ou que imagino e sinto, ou o que me comove ou decepciona. Mudar de estilo seria apenas uma tentativa quando o essencial é ler, interpretar e ser correto com os fatos. Nosso compromisso diante dos acontecimentos diários é narrar e ser sincero sem partidarismo ou doutrina pessoal. Quem se dispõe a ver e depois narrar, tem de ter um ato de consciência, do valor eloquente e sério, que é a verdade. Quem se dispõe a ver e comentar, está cumprindo uma grande missão.

HAI-KAIS DE TÂNIA
Tânia Carneiro Leão, que publicou um dos livros mais bonitos e originais do Recife, com um colossal sucesso de vendagem, mereceu dez ou mais páginas na revista Ventura sobre o seu livro "Os hai-kais de Tânia", um dos mais originais e belos que tivemos a alegria de receber. Hai-kais é um gênero difícil de poesia mas que encanta pela criatividade. Ela escreve os versos para cada desenho que pinta, reuniu tudo e a revista Ventura não fez economia sobre os elogios e espaço.

PRESTÍGIO
A senhora Yeda Lucena, viúva daquele que foi prefeito do Recife por duas vezes Augusto Lucena, continua o seu trabalho filantrópico, praticamente para a maioria das entidades assistenciais da Capital. Com a mesma alegria e simplicidade. Nossos parabéns!
 
CLUBE
Mario Gil Rodrigues, advogado dos mais conhecidos, atualmente é o presidente do Clube Internacional, seguindo um bom trabalho do seu pai, o também advogado e destaque entregue aos afazeres da Justiça, aquele que foi o famoso José David Gil Rodrigues. Mario


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