Aos domingos e terças-feiras, o jornalista Alex traz suas crônicas literárias e faz um passeio pelas artes e pela sociedade pernambucana.
Sou daqueles que costuma ler todos os dias as páginas do setor policial dos jornais. E sempre fico a raciocinar como cresceu a onda de violência, não somente no Recife, mas noutras grandes cidades. É um maneira de julgar o mundo e as cidades. O meu interesse não é sádico , mas é uma necessidade do conhecimento, da maneira como tantos crimes acontecem, e sempre tão brutais. Muitos deles degolando suas vítimas, como se tivessem conhecimento ou inveja da guilhotina criada pelos franceses nas suas guerras. Na verdade não é só na França, mas também aqui no Brasil e em outros países. Matam com uma crueldade impiedosa. E procuram degolar, como se tivessem saudade dos tempos antigos da guilhotina francesa. Terrível também quando mutilam uma obra prima da arte universal, como a Pietá. Os que riscam parede de casas recém-pintadas, deixando o borrão negro ou o vermelho do sangue sempre derramado. Como encontrar uma solução ou mesmo ideia para deter essa onda de agressividade animalesca assim mesmo, sem desculpa. Perguntaram ao escritor pouco conhecido mas muito atual que é Valery Tarsis, também jornalista o que ele achava da violência criminosa nos dias atuais. Ele respondeu assim: "Nessa onda de violência basta ter a arma destruidora, apertar o gatinho ou enfiar o punhal". Sem conseguir interpretar mais detidamente a violência no mundo atual precisamos ler os jornais, e aproveito para dizer que basta ler as páginas policiais de todos eles. Dificilmente faltará a história de um assassinato revelando uma crueldade surpreendente mas assustadora. Os mais otimistas dizem: "Como vai ser?" Destroem até obras de arte mostrando figuras humanas como aconteceu com a Pietá. Mas vou encerrar o assunto. Os leitores desculpem o tema de hoje. É o mundo e a minha perplexidade diante do horror.
HENRIQUETA TARGINO
Gosto muito quando consigo descobrir ou ser apresentado a uma pessoa talentosa. Hoje poderia lembrar um nome que pouco é divulgado, o da artista plástica Henriqueta Targino. Boa pintura e escultura, Henriqueta é uma dona de casa que vai além dessa deliciosa tarefa que é cuidar de si mesma e da família. Henriqueta está fazenda sucesso com suas esculturas e pinturas ao participar da Fenearte.
BEYONCÉ
Pois é. A cantora e bailarina norte-americana me tirou do sério. Um amigo me convenceu para que eu visse um DVD da artista que é Beyoncé, uma loura bonita, mas também cantora e dançarina excepcional no seu gênero, na ótima voz e na sua própria coreografia. Comprei o DVD.
LETÍCIA
Tenho lido todos os domingos, aqui mesmo na Folha de Pernambuco, as crônicas que minha querida amiga Maria Lectícia Cavalcanti escreve sobre gastronomia e vai muito além do tema. Tendo ampla cultura, gosta de revelar o que é bom na vida: uma receita de comida saborosa. Mas escreve o sabor e o segredo dos pratos. Letícia acrescenta a história de cada um com todo estilo de boa escritora.